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Mensalmente nos encontramos aqui para trazer as pautas que têm atravessado nossa jornada criativa e que estão reverberando no mundo. Nessa edição, você vai saber mais sobre a trend de Studio Ghibli e ChatGPT, o universo da série Severance, o novo “jeitinho brasileiro”, o nosso brilho criativo em Cannes e a hiperconexão no SXSW.
Além disso, na sessão Tátil no Mundo, começaram as votações do juri no D&AD 2025, com Fred Gelli como jurado da categoria Brand Identity Refresh. E está no ar a entrevista com Laila Rotter, nossa Gerente de Criação e jurada no Pentawards 2025.
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Equipe de Comunicação, Marketing e Marca

Com a nova atualização do ChatGPT, ficou fácil transformar qualquer imagem em algo que parece saído de um filme do Studio Ghibli. Mas junto com o encantamento, veio o debate: até que ponto uma estética pode ser replicada sem violar a autoria? Para muitos artistas, estilo não é filtro—é identidade. E no universo das marcas, onde visual e linguagem são construção estratégica, a discussão vai além da técnica: é sobre originalidade, ética e valor percebido.

Severance (Apple TV+) não só conquistou o público — criou um universo. Da tipografia ao sound branding, cada detalhe da série ajuda a construir uma identidade forte, estranha e absolutamente coerente. O resultado? Até outras marcas quiseram entrar nesse mundo, mas tiveram que se adaptar a ele. Porque quando o design é consistente, ele vira cultura.

Durante décadas, o “jeitinho” foi a forma de sobreviver às ausências — um improviso solitário diante da falta de acesso. Mas isso está mudando. O relatório Potência Brasil, da Box1824, identifica uma virada: com mais ferramentas, redes de apoio e soluções acessíveis, emerge um novo comportamento mais conectado, formalizado e colaborativo. Marcas que entendem essa transição para a economia granular têm a chance de atuar como facilitadoras dessa virada — apoiando, estruturando e impulsionando essa potência criativa descentralizada.

Pela primeira vez na história do festival, um país será homenageado como Creative Country of the Year — e o escolhido é o Brasil. A homenagem reconhece não só o impacto da nossa criatividade no mercado global, mas também a consistência de uma cultura que transforma limites em linguagem. Washington Olivetto também será celebrado por sua contribuição à propaganda mundial. Um momento simbólico que reforça: criar no Brasil é resistir, reinventar e, agora, ser referência.

No SXSW 2025, a ansiedade de não perder nada ganhou nome: FOMA(fear of missing anything). Mas no esforço de acompanhar tudo, estamos nos afastando do que realmente importa — e isso vale também para as marcas. Na corrida por tendências, formatos e tecnologias, muitas acabam perdendo a conexão mais valiosa: aquela com as pessoas. A superficialidade virou armadilha, e o excesso de estímulo, um ruído. Viver o presente — com atenção, escuta e intenção — não é só um chamado humano. É também um caminho para marcas que querem continuar sendo relevantes.

O D&AD está chegando: dias 21 e 22 de maio, em Londres. E, neste ano, uma nova categoria estreia no festival — a Brand Identity Refresh. Fred Gelli, CEO da Tátil e presidente do júri da categoria, já compartilhou sua visão em uma entrevista que aprofunda o papel do design na renovação estratégica das marcas. Para ele, evoluir com autenticidade é mais do que atualizar símbolos—é criar conexões vivas com a essência.

Laila Rotter, nossa Gerente de Criação e jurada do Pentawards 2025, compartilhou sua trajetória e visão em uma entrevista especial para a premiação. Da fundação de um estúdio premiado à liderança criativa na Tátil, Laila fala sobre autenticidade, diversidade e o poder de contar histórias que partem da origem. Para ela, a tendência mais relevante do design sul-americano não é seguir tendências—mas ser fiel ao contexto, reconhecer o próprio borogodó e transformar isso em diferencial estratégico. Entre maternidade e projetos globais de design, sua jornada é um reflexo de como originalidade e sensibilidade podem caminhar juntas.