August 1, 2026
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Ficha Técnica

The most important and beautiful thing in the world is this, that people are not always the same, they are not yet finished, they are always changing.

Guimarães Rosa


Welcome to the August edition of our newsletter!

Each month we meet here to share the themes that have crossed our creative journey and are echoing out into the world. In this edition, you'll read about why taste can't be delegated to AI, the point of view no machine can borrow, how the biggest launch of the decade turned the wait into the work, where brand value migrates when meaning is the multiplier, and why nostalgia became a borrowed future.

In the section Tátil around the World, we have the Grupo Tigre rebrand, Rio Carnaval in Taschen's new book, ten years of the Rio 2016 brands, the Sementes de Futuros project, and Ricardo Bezerra's (Global CCO) article in Creative Review.

Our goal is to stay true to our core principle of working WITH, not FOR. Feel free to share your suggestions, comment on our content, or interact with us by replying to this email.

Enjoy your reading!
Communication, Marketing, and Brand Team — Tátil


Top 5 Tátil Curations

D&AD

O custo do atalho

O segundo relatório de IA do D&AD cruzou 197 líderes criativos de 30 países com os dados de 10.118 inscrições de prêmio. A IA elevou o piso da criatividade comercial, mas a habilidade difícil não mudou, saber o que merece existir, o que recusar e o que nunca deveria ser delegado. Esse julgamento se forma devagar, nos rascunhos e fracassos que a IA agora comprime, e o atalho acelera o trabalho enquanto apaga o caminho que forma quem sabe dirigi-lo.

Meio & Mensagem

O crescimento mora na base

O Brand Footprint 2026, da Worldpanel by Numerator, coroa Coca-Cola, Ypê e Perdigão como as marcas mais escolhidas do Brasil, mas o dado que importa está embaixo. Das 238 marcas que cresceram, 217 foram puxadas pelas classes C, D e E, e 71% do crescimento veio de penetração, gente nova entrando, não de quem já compra comprando mais. Marca no Brasil cresce alargando a base, e o motor está nas classes que o mercado premium costuma tratar como periferia.

floatvibes

A restrição virou ato de marca

André Alves e Lucas Liedke, na floatvibes, destrincham o colapso silencioso da economia de criadores. O Brasil tem a maior população de influenciadores do mundo, 38 milhões movimentando R$ 20 bilhões por ano, mas só 9% vivem exclusivamente disso, num ecossistema em que 57% do tráfego já é bot e as agências vendem estrelato sintético. Quando o algoritmo produz conteúdo sem criador, a influência deixa de ser vínculo e vira volume, e volume é o que a máquina replica de graça.

Unsplash

Valor acima de propósito

O Radar Jovem, do CIEE, ouviu 4.834 jovens de 14 a 28 anos e desenha um consumidor menos idealista do que o clichê. A qualidade lidera a decisão com 48,8%, à frente da causa defendida pela empresa (28,4%), e o que mais irrita é achar um preço diferente do anunciado (39,8%). Para essa geração, o propósito declarado vira ruído quando o produto e o preço não sustentam, e a transparência deixou de ser diferencial para virar pré-requisito.

Divulgação

Redistribuição, não substituição

O ranking Kantar BrandZ Brasil 2026 mostra as 50 marcas mais valiosas do país somando US$ 101,1 bilhões, alta de 22%, com Itaú, Nubank e Claro no topo. O crescimento se concentrou no setor financeiro (+68,7% em média, com o Nubank saltando 162%), e a nova geração digital estreou em peso, iFood, Stone, Inter, Smart Fit e Vivara entrando no Top 50. Como resume o CEO da Kantar, "a marca ganha força quando ocupa um espaço claro na vida das pessoas", e no Brasil esse espaço virou o lugar onde o dinheiro e o cotidiano digital se encontram.


Tátil around the world

Grupo Tigre

Em 85 anos, a Tigre cresceu, atravessou fronteiras e passou a oferecer soluções que vão além de tubos e conexões. Agora, foi a vez da sua marca acompanhar essa evolução. Para isso, criamos o Grupo Tigre para falar da sua presença multinacional, do seu legado e do impacto das suas soluções no mundo e evoluímos a Tigre para mostrar como toda a sua força chega perto das pessoas no dia a dia. A água, tão essencial ao negócio quanto à vida, virou fonte de inspiração para toda a linguagem. Inspirou formas, movimentos, cores, ilustrações e até uma família tipográfica exclusiva.

The Elements of Brand Design, da Taschen

O que a Sapucaí tem a dizer sobre design de marca? Para a TASCHEN, o bastante pra estampar a contracapa de The Elements of Brand Design, o novo livro de Katharina Sussek e Jens Müller sobre os 110 sistemas de identidade que moldam o branding no mundo. Rio Carnaval, marca que criamos para a festa mais brasileira que existe, ocupa 4 páginas ao lado de Netflix, Nike e Burger King, entre entrevistas de Paula Scher e Michael Bierut. É a criatividade brasileira entrando nas estantes do mundo inteiro!

10 anos de Rio 2016

Dez anos depois de serem reveladas, as marcas dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016 ganharam corpo permanente na cidade. Duas esculturas das identidades foram instaladas na área externa do Museu do Amanhã, na presença do prefeito Eduardo Cavaliere. A marca olímpica nasceu tridimensional, formada por três figuras de mãos dadas que desenham o Pão de Açúcar num abraço, inspirada nas curvas da paisagem e no encontro entre pessoas. Já a marca paralímpica tomou a forma de um coração fora do eixo que se transforma em símbolo de infinito. Ela foi concebida como escultura multissensorial, com luz, som de batimento e vibração, para que as pessoas pudessem senti-la.

Sementes de Futuros

Uma semente é um sonho da natureza para o futuro. Guarda, na sua menor parte, a memória de um ecossistema inteiro, e espera pelo encontro com o solo certo. O Sementes de Futuros nasce dessa imagem e de uma convicção. As melhores respostas para os desafios deste século não são fórmulas prescritas. Reunimos essas respostas em um banco coletivo de ideias de futuros desejáveis. Cada iniciativa que já está de pé em algum canto do mundo vira uma semente, e assim o conhecimento fica tangível, portátil e replicável, pronto para germinar em outros territórios. Uma semente pode ser uma pesquisa, uma tecnologia social, uma política pública ou um projeto que nasceu numa comunidade.


[Artigo] Ricardo Bezerra

E se parte do que o mundo precisa já estivesse aqui? Na Creative Review, Ricardo Bezerra, nosso Global Chief Creative Officer, fala sobre originalidade, identidade e o que o Brasil tem a oferecer a um mundo que está ficando cada vez mais homogêneo.