Olá, e bem-vind_ à edição de Agosto da nossa newsletter!
Mensalmente nos encontramos aqui para trazer as pautas que têm atravessado nossa jornada criativa e que estão reverberando no mundo. Nesta edição, você vai saber mais sobre o “efeito Felca”, a (des)automatização dos designers, o jornalismo contra o brain rot, a febre dos Labubus, e a Ética no Design.
Além disso, na sessão Tátil no Mundo, retomamos o AI Brand Compliance, nossa ferramenta que ganhou destaque no concurso Lovable Shipped 2025, e apresentamos três projetos: Kimberly-Clark, Tim e Copersucar.
A ideia é seguir o nosso princípio básico de fazer COM e não PARA. Sinta-se à vontade para trazer sugestões, comentar nossos conteúdos e interagir com a gente respondendo este e-mail.
Boa leitura!
Equipe de Comunicação, Marketing e Marca - Tátil

O mercado global de influência já passa de US$ 32 bi, mas Felca mostrou que os creators não são apenas porta-vozes de marcas ou entreterimento efêmero: são arquitetos de conversas, capazes de moldar percepções e até pautar políticas públicas. O “efeito Felca” é prova disso — um único vídeo, com quase 50 milhões de visualizações, recolocou no Congresso o debate sobre a adultização infantil e pressionou as Big Techs pela moderação de conteúdos.

A inteligência artificial não matou a originalidade do design, ela apenas escancarou o que já estava em curso: a estética globalizada, repetitiva e segura demais. Este artigo da Fast Company alerta para o fato de que, se tudo parece igual, não é por causa da IA, mas da falta de ousadia que já vinha dominando o campo. O desafio para as marcas não é fugir da máquina, mas provar que ainda existe alma no traço humano, criando códigos visuais capazes de surpreender em vez de apenas preencher templates.

Na esteira de um movimento global clamando por mais presença e desconexão, chegou a vez do New York Times entrar na tendência. O jornal lançou a campanha It’s Your World to Understand, reposicionando-se como ato de autocuidado intelectual. A sacada está em transformar necessidade em virtude, e não mais só informar, mas oferecer clareza, presença e pertencimento num mundo de ruídos. E esse é um movimento que já apontamos por aqui, inclusive com a coluna da Ju Barreto (Diretora de Revenue), e que seguimos acompanhando.

O coelho de vinil Labubu não é só um personagem simpático, é a prova de que design, escassez e narrativa podem se articular como motores de um ecossistema bilionário. Com R$ 10,6 bilhões em vendas, a Pop Mart transformou o colecionável em plataforma de branding: séries limitadas, comunidades digitais e um imaginário que conecta o lúdico ao aspiracional. No fundo, o que a marca fez foi reconfigurar a lógica do consumo cultural: cada peça não é produto, mas senha de pertencimento a um universo estético. O caso Labubu expõe um movimento maior de marcas que entendem que emoção, ritual e escassez são tão estratégicos quanto preço e distribuição.

Para Nien Siao, reitor do JS Institute of Design, o futuro do Design passa por formar pensadores éticos, e não apenas solucionadores de problemas visuais. Em um cenário de IA, consumo massivo e urgências ambientais, cada escolha de design tem peso cultural e social. O artigo defende que escolas de design precisam ensinar ética com a mesma centralidade de tipografia ou cor, preparando profissionais capazes de desenhar futuros mais responsáveis.

Nossa ferramenta AI Brand Compliance foi reconhecida no Lovable Shipped 2025, ficando em 45º lugar global, 8º nas Américas e 2º no Brasil entre mais de 3.000 projetos inscritos. Criada em colaboração com a XPN, ela leva o DNA da Tátil para o universo de Produtos Digitais, transformando guidelines em fluxos ativos que auditam e sugerem melhorias em textos e imagens em tempo real. Mais que uma tecnologia, é um novo jeito de pensar compliance: vivo, integrado e escalável, para garantir coerência verbal e visual em contextos de alta complexidade.

Em parceria com a MESA e a Landor, aceleramos o desenvolvimento de embalagens para Intimus e Huggies em um processo de Sprint que combinou estratégia, design e colaboração intensa. O resultado foi um novo sistema visual para Intimus, orientado por benefícios, e a co-criação do redesign de Huggies em tempo recorde — ambos desdobrados em todos os SKUs e no PDV. Paletas por benefício, ícones precisos e navegação clara traduzem códigos táteis e funcionais que elevam a categoria e expressam a ambição global da Kimberly-Clark.

Este ano, a Tim inaugurou sua primeira Loja Conceito no Brasil (SP), e mais uma vez estivemos ao seu lado para imaginar as possibilidades. Nossa missão? Criar uma identidade única para a comunicação da loja, destacando seu caráter inovador e utilizando o pilar de música da marca com protagonismo. O resultado foi uma linguagem bold, humana e sensorial, que mistura música, tecnologia e emoção para apresentar a loja como um palco para se conectar ao novo. Um convite para explorar, experimentar, sentir. No volume máximo.

Da terra, uma marca. Com mais de 60 anos de história, a Copersucar se renova como um ecossistema vivo que produz, conecta e regenera. Lideramos o reposicionamento estratégico da marca, alinhando identidade, linguagem e cultura em torno do que realmente a define: o poder da cooperação. O resultado é um sistema que traduz um modelo de negócio único — com conhecimento local e impacto global — e comunica com precisão, clareza e presença.