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Mensalmente nos encontramos aqui para trazer as pautas que têm atravessado nossa jornada criativa e que estão reverberando no mundo. Nesta edição, você vai saber mais sobre a confiança nas marcas, a febre da leitura, os patrocínios na Copa, a collab de Natura Ekos e Anitta, e o padrão de buscas por produtos.
Além disso, na sessão Tátil no Mundo, temos o retorno de Ricardo Bezerra (CCO), nosso amor por esportes, o novo áudio-artigo de Fred Gelli, e o artigo de Laila Rotter (Gerente de Criação) sobre sua experiência no júri do Pentawards.
A ideia é seguir o nosso princípio básico de fazer COM e não PARA. Sinta-se à vontade para trazer sugestões, comentar nossos conteúdos e interagir com a gente respondendo este e-mail.
Boa leitura!
Equipe de Comunicação, Marketing e Marca — Tátil

A pesquisa do Reclame Aqui, aos 26 anos, mostra que a plataforma virou balcão de consulta antes da compra, não de reclamação. 86% dos brasileiros pesquisam marcas novas antes da primeira aquisição e 79% dizem que a confiança decide o consumo, enquanto a própria plataforma registra 555 milhões de menções por mês dentro de ChatGPT e Gemini. Quando a reputação é consultada, por gente e por máquina, antes do primeiro anúncio, a marca chega ao consumidor já julgada.

O Book Fever, da Box1824, lê a febre da leitura como reação a uma vida vivida dentro do algoritmo. Os dados do estudo Reset da Mesmice dão o tom: 49,2% já não distinguem o que gostam de verdade do que o algoritmo recomendou, 1 em cada 4 admite que seus gostos estão ficando genéricos, e 38,7% acham que o novo luxo é ter um gosto incompreendido. O cansaço da mesmice deixou de ser desconforto e virou desejo ativo de retomar controle, presença e uma preferência que seja só sua.

A Copa de 2026 deu uma aula de marketing de emboscada, com marcas sem cota oficial disputando o momento fora do contrato da FIFA. A Levi's transformou a exigência de encobrir seu nome no estádio na camiseta "Nobody's Gonna Know Logo Tee", e a Gillette escondeu o próprio logo sob espuma de barbear, virando a limitação em gesto. Relevância cultural, ficou claro, se conquista com criatividade e velocidade, não se compra com patrocínio.

A Natura Ekos se une pela primeira vez a Anitta, numa parceria nascida de social listening e traduzida na edição limitada Equilibrivm, com pop-ups e spa itinerante pela turnê. Colaboramos com a Natura há mais de 20 anos, e a Ekos é parte dessa relação, a mesma de onde nasceu, há cinco anos, o Natura Ekos Ryos, quando mergulhamos nos rios da Amazônia e desenhamos sua tipografia ao lado dos Abridores de Letra. Ver a Ekos escutar seu público e chegar a novos territórios é ver a marca que ajudamos a revelar seguir em movimento.

O Mapa da Busca no Brasil 2026, da Optimiza com a AB Pesquisas, desmonta a narrativa do fim do Google. 46,5% dos brasileiros já usam IA com frequência para pesquisar e comprar, mas 72% ainda começam a jornada pelo Google, enquanto a IA entra como organizadora de informação, os marketplaces como descoberta e as redes como repertório. Não houve substituição, houve redistribuição de funções, e no meio dessa fragmentação a confiança virou o ativo central da economia digital.

A originalidade começa pela origem. Bezerra, Ricardo, Richard ou Ricardinho, como a gente carinhosamente o chama, chega de Nova Iorque com o propósito de construir um espaço onde os clientes descubram uma cultura inovadora, fundamentada em ideias, e também um lugar onde a ambição global coexiste com a sensibilidade local. Onde pessoas se sentem seguras pra desafiar umas às outras para evoluir, como profissionais e seres humanos. Ele assume o papel de Global Chief Creative Officer, para cuidar de como a gente leva a Tátil pro mundo, ao lado de Fred Gelli (CEO) e Flavia Buchmann (Senior Global Director of Strategy). "Trabalhar ao lado de talentos extraordinários do mundo inteiro me ensinou algo inesperado: quanto mais global ficava a minha perspectiva, com mais clareza eu enxergava o que forma o meu próprio ponto de vista. A originalidade não emerge apesar de onde viemos, ela começa ali. Vivemos uma espécie de diáspora reversa, nos reconectando mais profundamente com quem sempre fomos." Que bom ter você em casa, Ricardinho!

Tem coisa que a gente carrega no corpo. Em ano de Copa, celebrando os 10 anos das marcas olímpica e paralímpica que desenhamos para o Rio 2016, fomos olhar tudo o que o esporte já cruzou no nosso caminho de lá pra cá: Michelob Ultra, Coca-Cola, Powerade, SailGP, e até o troféu da Fórmula 1 desenhado em aço com a Gerdau. A razão por trás de tudo é simples: esporte nunca foi só um território em que trabalhamos, é uma paixão que mora aqui dentro. O nosso time também corre, surfa, escala e torce. Esporte é da nossa natureza.

Se o futuro nunca vai caber numa planilha, sobra uma pergunta melhor: o que a gente ainda é capaz de imaginar antes que ele se feche? Imaginar não é ingenuidade, é a matéria-prima de tudo que ainda não existe. Onde a imaginação encolhe, o cinismo cresce, e o amanhã acaba virando herança de quem só sabe repetir o presente. No novo áudio-artigo para a Fast Company Brasil, escrito e narrado por Fred Gelli, imaginar futuros desejáveis aparece como um gesto de coragem, talvez a decisão mais importante que a gente toma sobre o mundo que quer habitar.

Julgar no Pentawards, um dos maiores prêmios de design de embalagem do mundo, inclui uma tarefa que pouca gente imagina: escrever o porquê de cada nota, projeto por projeto, com o nome embaixo. No artigo que acabou de publicar na Design Week, a Laila Rotter, nossa Gerente de Criação, conta o que esse exercício revelou sobre o próprio olhar depois de avaliar mais de cem inscrições pelo segundo ano, o craft que virou obrigação de categoria, os códigos de "challenger" que pararam de desafiar, as ideias que não sobrevivem sem o styling. E ela defende um jeito mais generoso de ler premiação: um olhar coletivo, não uma sentença final.