Communication, Marketing, and Brand Team
Bem-vind_ à edição de Maio da nossa newsletter!
Mensalmente nos encontramos aqui para trazer as pautas que têm atravessado nossa jornada criativa e que estão reverberando no mundo. Nesta edição, você vai saber mais sobre a era dos agentes, os sentidos do consumo Gen Z, o diferencial da tipografia, as tendências do iF Design e o NPS Benchmarking 2026.
Além disso, na sessão Tátil no Mundo, temos o ensaio de Fred Gelli (CEO) para a Creative Boom sobre a criatividade brasileira, e a visita do D&AD Shift 2026 ao nosso escritório em São Paulo.
A ideia é seguir o nosso princípio básico de fazer COM e não PARA. Sinta-se à vontade para trazer sugestões, comentar nossos conteúdos e interagir com a gente respondendo este e-mail.
Boa leitura!
Equipe de Comunicação, Marketing e Marca — Tátil

No Google I/O 2026, Sundar Pichai anunciou a maior reformulação da busca desde a criação da ferramenta. A plataforma deixa de apenas responder perguntas e passa a interpretar contexto, acompanhar tarefas contínuas e executar ações em segundo plano. O Gemini Spark, novo assistente pessoal, fica disponível 24 horas integrado a Gmail, Chrome e Android. Junto vem o que o Google chama de era agêntica, com agentes informacionais que resumem atualizações de blogs, redes e notícias, interfaces generativas que criam tabelas e gráficos sob demanda, e mini apps para tarefas recorrentes. O link tradicional sai do centro da experiência e o agente assume o lugar de intermediário entre pergunta e mundo.

A pesquisa CNDL/SPC sobre consumo da geração Z brasileira traz um dado que diz mais sobre o momento econômico do que sobre comportamento. 56% dos brasileiros entre 18 e 24 anos cedem a impulsos de compra, 47% perdem a noção do que gastam com lazer e 37% já tiveram o nome negativado. O fenômeno é lido como uma soma de hiperconectividade, fluxo constante de más notícias e crédito fácil. Comprar virou jeito de não pensar quando o futuro parece travado.

Ferramentas de IA aprendem com bilhões de exemplos e tendem a devolver o que já existe em larga escala, ou seja, o legível, o familiar e o comprovado. A Roboto aparece 63 bilhões de vezes por semana em 410 milhões de sites, e Apple, Uber e Pinterest têm sans-serifs praticamente indistinguíveis. Ao mesmo tempo, Walmart investiu na Everyday Sans, Mailchimp na Means, e a tipografia proprietária reage se reafirmando como ativo de distinção. Num cenário em que o output do design caminha para a média, a letra ganha peso de assinatura.

O iF Design Trend Report 2026 troca lista de previsões por pares de tendência e contratendência. A leitura organiza 300 páginas baseadas em mais de 10 mil inscrições do iF Design Award e em entrevistas com especialistas globais. No par central, o Age of Average descreve o cenário em que algoritmos replicam o mais provável; o Recoupling responde rompendo com essa lógica e resgatando o pré-digital, o atitudinal, o que não cabe na previsão. A Convenience Culture entra em outro par organizado em torno de baixo esforço, disponibilidade imediata e modularidade, enquanto o eixo urbano contrapõe Unfolding Cities (infraestrutura, clima, mobilidade) a Urban Villages (vida de bairro, identidade local, uso adaptativo). O relatório posiciona o design como inteligência conectiva, método para enquadrar problemas e moldar relações entre pessoas, sistemas e futuros possíveis.

Borogodó é a palavra que nomeia uma forma de fazer em que sensibilidade, ritmo e o que se tem em mãos viram material de trabalho. Em seu artigo publicado pela Creative Boom, Fred Gelli (CEO) relembra o termo para pensar a criatividade brasileira como força cultural global. O que faz da criatividade brasileira tema de interesse no exterior não é o aspecto exótico, é o método, nascido da escassez, sustentado pela mistura e disciplinado por uma intimidade antiga com a natureza.

Em maio, recebemos na Tátil SP os alunos da edição 2026 do D&AD Shift, programa global de educação do D&AD que conecta talentos criativos autodidatas ao mercado. Uma sala cheia de trajetórias, repertórios e formas diferentes de ler o mundo. Para nós, apoiar o Shift é ajudar a abrir espaço para a próxima geração de vozes criativas e convidar marcas e empresas a fazerem parte dessa construção com briefings reais, mentorias, estágios e oportunidades profissionais. Vamos juntas!