Um briefing do que seria uma campanha de reposicionamento para a marca que conhecemos hoje como Estados Unidos da América

Projeto: Rebranding da Marca USA™
Cliente: Governo dos Estados Unidos da América
Departamento de Estratégia Global e Identidade Nacional (DESGINA)

1. Introdução

Durante mais de um século, os Estados Unidos projetaram uma das marcas mais  potentes já criadas na história. Um sistema simbólico que combinava promessa,  performance e propaganda com precisão quase coreográfica.

Acontece que o tempo mudou. E rápido.

O que antes era “liderança globalˮ agora soa como nostalgia. O que foi  “liberdadeˮ virou ruído. “Esperançaˮ, um termo em desuso. E o tal “sonho  americanoˮ hoje está em litígio.

Estamos diante de  um redesenho histórico, talvez irreversível, da identidade de  uma nação. Não se trata de um novo logo. Estamos falando de revisar os valores  fundadores, os pilares morais, a estética da verdade e o tom emocional de um  país inteiro.

Uma cirurgia na espinha dorsal simbólica da América.

2. Objetivo do Projeto

Construir uma nova marca USA™ que dê conta do presente sem precisar prestar  contas ao passado. Uma identidade mais alinhada ao que o país realmente está se  tornando e não ao que gostaria de continuar parecendo ser.

Uma marca que abandone o mito da neutralidade e assuma de vez a estética do poder como linguagem universal.

Menos diplomacia, mais decibéis.

Menos consenso, mais clamor.

Menos bandeiras tremulando ao vento — mais CAIXA ALTA, SEM VÍRGULAS, COM EXCLAMAÇÕES!!!

3. Diretrizes Estratégicas

A nova identidade deve:

  • Romper, sem cerimônia, com o imaginário construído nas últimas 10 décadas
  • Eliminar conceitos como “liderança moralˮ, “verdade factualˮ e “soft powerˮ
  • Ser capaz de operar como símbolo de autoridade em contextos de crise, ruído ou desinformação
  • Assumir que a comunicação já não é sobre clareza — é sobre volume
  • E, sobretudo, saber que SER PERCEBIDO É MAIS IMPORTANTE DO QUE SER ENTENDIDO

A marca ideal deve causar mais do que comunicar.

4. O que está ficando para trás

Abandonaremos:

  • O verniz da moderação
  • A retórica da liberdade como direito universal
  • A ideia de que o mundo espera uma referência moral americana
  • A ilusão de que símbolos devem unir

Este projeto é, no fundo, sobre reconhecer o fim de um ciclo simbólico — e  começar outro. Um ciclo que já está em curso, mas ainda sem forma. Sem cor.  Sem logo. E ironicamente, mais claro e efetivo do que nunca na desintegração de  tudo que poderia se esperar da marca que queremos substituir com esse  rebranding.

5. Público-Alvo

  • Eleitores fiéis, nostálgicos e armados
  • Cidadãos que performam indignação em tempo integral
  • Líderes globais que ainda fingem esperar bom senso dos EUA
  • Plataformas que transformam discurso em produto e polêmica em capital social
  • Bots, deepfakes e influencers patrióticos com engajamento acima da média

6. Entregáveis

  • Logotipo e símbolo (preferencialmente com aplicação em patches, bandeiras adaptadas e hologramas)
  • Paleta emocional de impacto
  • Tipografia oficial em caixa alta, para uso em tuítes, ordens executivas e posts com bandeiras distorcidas ao fundo
  • Slogan-mantra que funcione como grito de guerra e bio de Instagram
  • Kit de replicação simbólica para ambientes institucionais, religiosos, comerciais e de vigilância

7. Critérios de seleção

Valorizaremos agências e profissionais com:

  • Coragem narrativa e baixa sensibilidade ao constrangimento simbólico
  • Experiência em projetos de branding para entidades em processo de desconstrução
  • Capacidade de sintetizar ideologia em três palavras ou menos
  • Familiaridade com a estética do colapso e a semiótica do “não pedido de desculpasˮ

8. Observações Finais

Este rebranding não será fácil.

E nem precisa ser.

A nova marca USA™ não nasce para agradar. Ela nasce para afirmar. Para ocupar. Para deixar claro que, mesmo em turbulência absoluta, precisamos parecer estar no controle.

O mundo está mudando. E a América mais ainda. Chegou a hora de queimar  nossos símbolos antigos, negar nossa história e mostrar para o mundo a  grandiosidade do país que estamos construindo.

Doa a quem doer

USA™

Content in partnership with
Fast Company Brasil
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Texto:
Fred gelli

Comunicação&Mkt&Marca Tátil:
Luiza Magalhães, Marcelo Cândido, Pedro Melo e Ana Guyer

Assessoria:
Flávia Nakamura  

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